Nunca fui à Paris.
O sentimento que eu deveria ter sentido era a vontade de conhecer e não a saudade.
Vi essa imagem e mais uma vez surgiu aquela velha conhecida: a nostalgia. Tempos que nunca foram.
Acontece que me desligo cada vez menos da realidade que eu me desligava sempre quando era mais novo, e agora a nostalgia quando volta é muito mais forte.
Tomar café em um bistrô, andar na chuva, ler um livro, apreciar as luzes, tudo isso me dá uma enorme saudade.
Sinto-me então no direito de querer voltar a Paris. Paris de quando eu era criança. Paris de Van Gogh.

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